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domingo, 20 de maio de 2012
Polarização
As pessoas tem buscado muitos resultados, rendimentos, excessos. Eu mesmo não estou satisfeito com nada disso quando me vejo dentro desse círculo viciante.
As coisas não foram feitas para serem saturadas. Toda saturação (isso sim) trás contrabalanços negativos. Ao contrário, ao meu ver, das decisões corretas, no eixo, não precisam trazer necessariamente uma contraparte negativa.
Viver polarizado é fulgurar (resplandecer, relampejar) nos mundos das Gaussianas, onde baixos e altos são sempre palavras-passe, alternadamente.
O problema, então, é encontrar o eixo, fácil, corajoso e impiedoso. Impiedoso pq não se faz ser achado. Precisa-se, faceiramente, ser conquistado.
E esse encontro quase que transcedental acontece quando já depositamos não mais trabalho mas sim intenção nas coisas. Pra quê fazer? Por que fazer? O quê fazer?
Difícil sim
é Viver.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
eita bixiga!
dica cultural do dia (via amigo Henrique Eduardo):
Banda Bixiga70.
Banda Bixiga70.
Eles têm um instrumental DO ALÉM.
As músicas tão disponíveis no próprio site deles AQUI... no soundcloud de GRAÇA, for free.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Eficiência - no cérebro humano
"Tipicamente, os neurônios são de cinco a seis ordens de grandeza mais lentos que as portas lógicas em silício; os eventos em um circuito de silício acontecem na ordem de nanossegundos (10^-9 s), enquanto que eventos neurais acontecem na ordem de milissegundos (10^-3 s). Entretanto, o cérebro compensa a taxa de operação relativamente lenta de um neurônio pelo número realmente espantoso de neurônios (células nervosas), com conexões maciças entre si. Estima-se que haja aproximadamente 10 bilhões de neurônios no córtex humano e 60 trilhões de sinapses ou conexões. O resultado livre é que o cérebro é uma estrutura extremamente eficiente. Mais espeficamente, a eficiência energética do cérebro é de aproximadamente 10^-16 joules (J) por operação por segundo, enquanto que o valor correspondente para os melhores computadores em uso em nossos dias é de cerca de 10^-6 joules por operação por segundo." (Simon Haykin)
Navios Negreiros
Interessante que quando Gandhi quis libertar a Índia dos ingleses, muitos falaram: "mas, Gandhi, temos uma divisão religiosa entre mulçumanos e cristãos do nosso povo. Talvez livre da Inglaterra nosso povo entre numa guerra civil". E ele retrucou: "nosso povo resolverá nossos próprios problemas. É melhor que se faça uma transformação interna do que ainda depender de um Estado escravizador".
Foi mais ou menos isso aconteceu de Brasil e Portugal. Só que artificialmente. Ainda estamos atados nos laços amortecidos e dependências colonizadoras dos antigos coronéis e da presença ipsilider dos resquicios da escravidão nos morros.
E nossa democracia parece ainda a balbucear algumas palavras quando arraigada numa infantil e engantinhadora transformação social.
Quem não acha que os presídios agora são nossos navios negreiros?
"E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."
(Castro Alves; em Os Navios negreiros)
Foi mais ou menos isso aconteceu de Brasil e Portugal. Só que artificialmente. Ainda estamos atados nos laços amortecidos e dependências colonizadoras dos antigos coronéis e da presença ipsilider dos resquicios da escravidão nos morros.
E nossa democracia parece ainda a balbucear algumas palavras quando arraigada numa infantil e engantinhadora transformação social.
Quem não acha que os presídios agora são nossos navios negreiros?
"E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."
(Castro Alves; em Os Navios negreiros)
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Energia Solar e Carro Elétrico
sempre tive dúvidas [1] quanto ao real alcance da energia solar e [2] das autonomias e desempenhos dos carros elétricos.
(bonitão, o Tesla Rodster além de elétrico tem excelente potência e considerável autonomia com suas 6831 células de íon de lítio)
Esses dados tornam as coisas mais palpáveis:
(para [1]) "Se pegarmos um pedaço de terra nos Estados Unidos semelhante a um quadrado com 128 km de lado, e colocássemos painéis solares por toda a superfície, teríamos energia suficiente para abastecer o país inteiro."
(para [2]) O Elon Musk, economista e físico americano, tá numa empresa que desenvolveu o carro ~elétrico~ que vai de 0 a 100 km/h em 4 segundos e acelera a 205 km/h, com autonomia de cerca de 350km - carro chamado Tesla Roadster.
Realmente, considerando o valor da energia solar e do carro elétrico, temos muito o que dedicar em tecnologia e pesquisa para conseguir torná-los mais acessíveis... Mas é muito diferente de quando apenas cogitamos a possibilidade e não sabemos o quanto já está sendo feito. Uma observação em cima do [1] é que se considerarmos que os EUA é o segundo país do mundo em consumo de energia (atrás apenas do Canadá, segundo a wikipedia), então, podemos ver ainda mais que isso pode ser mais acessível aos demais países (principalmente quando sabemos que ainda há outras fontes de energia que se pode atuar como coadjuvantes de geração elétrica).
Good news.
entrevista do Elon com a revista Veja aqui
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
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